Vila Franca do Campo apresentou estratégia de adaptação às alterações climáticas

O primeiro workshop local do projeto ClimAdaPT.Local, sobre a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, decorreu no passado dia 15 de fevereiro, em Vila Franca do Campo, contando com a participação de cerca de 50 interlocutores públicos, privados e da sociedade civil.

No workshop, os técnicos do Município explicaram que, para Vila Franca do Campo, segundo os estudos realizados por instituições parceiras, as principais vulnerabilidades futuras identificadas são o aumento da precipitação no inverno a diminuição no verão; o aumento da frequência e intensidade dos furacões a atingir os Açores; e as subidas da temperatura média anual e do nível médio da água do mar (até ao fim do século, em cerca de 85 centímetros).

Tendo em conta as previsões, a Autarquia apresentou um conjunto de opções de adaptação, que vão desde a monitorização de taludes; a reestruturação das redes de drenagem de águas pluviais e a redução dos efeitos dos caudais de cheia, até à criação de medidas de protecção do território para promoção e protecção da retenção natural, com regulação do escoamento e promoção da infiltração.

Outra medida pode passar pela promoção da aquacultura para minimizar os impactes das alterações climáticas nos sectores das pescas e da indústria conserveira, enquanto no setor agrícola será necessário criar medidas que podem passar, por exemplo, pela introdução de novas culturas agrícolas, como frutas subtropicais.

Contudo, estas alterações climáticas poderão criar oportunidade para fomentar o turismo e até melhorar a qualidade das águas balneares.

O evento contou também com uma parte dedicada ao debate, troca de ideias e contributos para a Estratégia de Adaptação às Alterações Climáticas assente em diferentes temas, como, recursos hídricos, apicultura e pesca; agricultura e agropecuária; turismo e conservação da natureza; e riscos e proteção civil.

Segundo a coordenadora do projeto e professora do Instituto de Ciências Sociais de Lisboa, Luísa Schmidt, este foi mais um passo para a elaboração da estratégia local de adaptação às alterações climáticas, sendo necessário “dotar o país de uma série de infraestruturas que, no entanto, dependem de cada sítio e, por isso, tem de se analisar em cada local o que se vai fazer”.

Por seu turno, o Presidente da Autarquia, Ricardo Rodrigues, referiu que esta é uma oportunidade de dar a conhecer a estratégia do município, dado que Vila Franca do Campo foi a primeira autarquia a desenvolver o plano de resposta, mas todas terão que se adaptar às alterações climáticas e ter em consideração nos seus planos de ordenamento o que são respostas adequadas”.

A Autarquia Vilafranquense é única parceira açoriana (entre 26 municípios parceiros) do Projeto ClimAdaPT.Local.

GCCMVFC/nsousa