Monumentos 2017-03-27T10:50:54+00:00

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Ermida quinhentista, anterior a 1522, foi reconstruída em 1764 e sucessivamente melhorada e aumentada.

Em 1968 foi construída a escadaria que tem 10 patamares, que representam os Pai-Nossos dos Mistérios Gozosos e Dolorosos, e 100 degraus, referentes às Ave-Marias, correspondendo no seu conjunto a dois terços do rosário.

Os Mistérios Gloriosos estão representados em cinco painéis de azulejos, no adro, por detrás da Ermida.

No base da escadaria está o busto do Prior António Jacinto de Medeiros, prior da Igreja Matriz de Vila Franca do Campo onde exerceu o sacerdócio durante 58 anos, grande impulsionador da escadaria. Sob a sua alçada, a pequena e humilde ermida registou muitas obras de manutenção e diversos melhoramentos. O busto é da autoria de Hélder Carvalho.

Este Mosteiro foi erigido a partir de uma ermida mandada construir por André Gonçalves Sampaio – o Congro – para sepultura de sua família, em 1522, sobre o local da antiga igreja matiz de Vila Franca, e em substituição duma Capela que, sob a mesma invocação (Sto. André), possuiu na Igreja soterrada.

Fundado em 1533, foi o primeiro mosteiro feminino da ilha.

A capela foi decorada com painéis de azulejos do século XVIII, retratando a vida de Santo André.

Pensa-se que esta ermida foi erguida em fins do século XV, porque é referida no testamento de Nuno Gonçalves (primeira pessoa que nasceu na ilha de São Miguel), datado de 1504.

Segundo o cronista Gaspar Frutuoso, serviu de igreja paroquial logo a seguir ao evento sísmico que destruiu grande parte da Vila em 1522.

No século XX, esta Ermida de Santa Catarina passou a albergar também o culto a São Pedro Gonçalves, após a Ermida do Corpo Santo ter ficado em ruínas.

A primitiva Casa da Câmara, dos tempos do povoamento, ficou soterrada em 1522, após o que, segundo crónica desse tempo, a Casa do Concelho e da Audiência se instalou nos primeiros tempos em “edifício menos próprio”. Mais tarde, os Vereadores conseguiram a graça régia de lançarem imposto de 200 mil réis, para construírem instalações condignas. Mesmo assim ainda demorou umas décadas até a Vila voltar a ter uma Câmara em condições. É só por Alvará de 12 de dezembro de 1560 que o Rei concede a Vila Franca a imposição do vinho e carne para a construção da Casa da Câmara, com torre para o relógio.

O atual edifício da Câmara Municipal ostenta, no seu interior, a data de 1777, que se acredita ser de uma remodelação importante, no entanto sabe-se que as obras de melhoramento do edifício continuaram porque, em sessão municipal de 27 de novembro de 1833, foi deliberado demolir o pelourinho, aproveitando-se a pedra para construir a escadaria exterior, que hoje se pode ver.

A Igreja de São Miguel Arcanjo começou a ser construída em 1534, em substituição da anterior, soterrada no grande sismo de 1522.

Na torre encontra-se o sino mais antigo da ilha, oferecido pelo rei D. João III em 1554.

Manteve o estilo arquitetónico das igrejas quatrocentistas, à semelhança da primitiva igreja matriz, mandada construir pelo Infante D. Henrique, como atesta o seu testamento de 1460, e que ficava situada onde hoje está o Convento de Santo André, no Largo Bento de Góis.

Ao longo dos séculos registou várias obras de beneficiação, nomeadamente a torre sineira, de aspeto bastante robusto, construída durante o domínio filipino. Diz uma tradição popular que a data lá inscrita, 1624, indica a construção da nova torre sobre a anterior quinhentista e que a mossa, que lá se vê, foi provocada por uma bala de canhão, atirada para testar a resistência da torre.

A capela-mor tem as paredes revestidas com painéis de azulejos dedicados ao Arcanjo São Miguel, feitos e pintados, em Lisboa, por Benvindo Ceia, em 1911.

Na parede do lado direito pode ver-se uma das obras-primas da pintura antiga nos Açores, e uma excelente peça do Maneirismo em Portugal, que é o painel quinhentista pintado por Diogo de Contreiras Lamentação sobre Cristo morto – uma pintura sobre madeira de carvalho, da segunda metade do século XVI, que incorporou, na origem, o retábulo da capela-mor e que, na opinião do especialista Vítor Serrão, professor catedrático da Universidade de Lisboa, “Poderá tratar-se de uma encomenda do capitão-donatário D. Manuel da Câmara, a quem coube custear a reconstrução da igreja, após a destruição de 1522.”

O painel, depois de criteriosos trabalhos de conservação e restauro, voltou a ser exposto na Matriz de Vila Franca do Campo, em abril de 2014.

Restaurado também, mas em 2005, foi o órgão de tubos no coro alto, datado de 1900, e cuja recuperação possibilita a continuação das temporadas musicais, de qualidade, que habitualmente têm lugar na Matriz.

Igreja seiscentista e barroca, foi de início a ermida do hospital que em 1483 é criado em Vila Franca do Campo.

No último domingo do mês de agosto de cada ano, celebra-se aqui, com grande solenidade, a festa do Senhor Bom Jesus da Pedra.

Anterior às Misericórdias (a primeira Misericórdia só será criada em Lisboa 15 anos depois) o hospital vila-franquense começou numa casa doada em testamento pela vila-franquense Isabel Gonçalves.

Durante as primeiras décadas do povoamento, Vila Franca foi o principal porto de entrada dos que aqui vinham procurar nova vida. O hospital era tanto mais necessário quanto maior era a população, pelo que foi sendo beneficiado com sucessivas esmolas e doações testamentárias, evoluindo, naturalmente, para Misericórdia.  Em paralelo ia também melhorando a ermida anexa, já designada por igreja em 1556.

Em 1607, os oficiais da Misericórdia de Vila Franca do Campo passam a ter, por alvará régio, os mesmos privilégios dos oficiais da Misericórdia de Lisboa. Nos anos seguintes têm lugar grandes obras na igreja. A sua nova importância é revelada pela mudança radical da planta:  o altar passa do lado este para oeste, ficando a porta de entrada virada para a praça pública (anteriormente estava virada a poente).

Em 1903 o papa Leão XIII concede privilégio para se celebrar, com pompa sagrada exterior, no domingo, a festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Coroado de Espinhos, denominado de Bom Jesus da Pedra, que é hoje uma das festividades religiosas mais importantes da ilha.

Sabe-se que já existia em 1529 porque serviu de paróquia enquanto a igreja de São Miguel foi reconstruída após 1522. Décadas depois, numa carta régia de 3 de março de 1606, há notícia de que passou a incluir a paróquia de São Lázaro, transferida após uma visita pastoral que a encontrou quase em ruínas. Em 1746 beneficiou de importantes obras de reconstrução, que duraram até 1758, sendo a primeira missa celebrada a 2 de fevereiro desse ano.

A atual Igreja de São Pedro foi fruto dessa reconstrução no séc. XVIII. Na fachada, tipicamente barroca, ostenta uma imagem do padroeiro em pedra, datada do séc. XVI.

Construído no séc. XVI, foi reformado e ampliado no séc. XVIII. Este é o segundo convento masculino franciscano que existiu em Vila Franca do Campo, tendo o primeiro sido destruído pelo evento sísmico de 1522.

Até 1832, ano em que as ordens religiosas foram extintas por decreto de D. Pedro IV, este espaço franciscano exerceu uma notável ação educativa junto da população local, atraindo também discípulos da ilha Santa Maria.

A capela é dedicada a Nossa Senhora do Rosário e apresenta um altar-mor em talha dourada.

O convento foi totalmente recuperado e é hoje uma unidade hoteleira.

Também conhecido como forte do Baixio, é o último existente dos vários que integravam o sistema defensivo da vila desde o século XVI. Junto à sua muralha foi construído um porto de mar em 1849, com dois cais de desembarque e abrigo.